Baile Brega

BAILE ☆ BREGA* é um lugar de confluência de linguagens artísticas e musicais alternativas, marginais e emergentes (inclui também as submergentes), capaz de confrontar normatividades e opressões, ao mesmo tempo edificando utopias de convivialidade inclusivas e interseccionais. Num ambiente lúdico e experimental, BAILE ☆ BREGA apresenta-se enquanto festa libertária e futurista, mistura de cabaret vanguardista e arraial hipster, abraçando linguagens onde o erudito e o popular não só se cruzam como se confundem. Todas as noites, numa Garagem especialmente cenografada para o efeito, desfilarão artistas que re(a)presentam várias narrativas underground e contra-culturais oriundas de vários países falantes da(s) Língua(s) Portuguesa(s), numa seleção extravagante de música, performance, dança, teatro, stand-up comedy, literatura, DJing, drag e vídeo-arte, entre outros inomináveis géneros e sub-géneros. O programa pretende promover um safe space plurilinguístico, onde todas as disciplinas (e in-disciplinas!) artísticas, existentes e por inventar, se encontrarão. Uma ideia de “língua” trabalhada de forma plural, celebrando-se falas, gírias, dialetos, slangs, crioulos e demais mestiçagens, numa festa falada, lida, dramatizada, cantada, rap’ada, playback’ada, dançada, performada, tornada poema, feita carta de amor, manifesto político ou intervenção ativista. “Brega” poderia ser substituído por “Vulgar”, tal como esse Latim “do povo” que terá dado origem ao Português e a várias outras línguas existentes; este baile, que é “brega”, abraça, assim, a MULTIPLICIDADE, em contraponto ao pensamento único e hegemónico, branco e europeu. Um lugar de cruzamento de linguagens oriundas de várias latitudes, onde espetadores e artistas irão poder encontrar-se no final de cada dia de programação do Forum Internacional de Gaia.

*Brega é um género musical Brasileiro. Foi durante muito tempo usado para designar a música romântica popular de qualidade duvidosa. Atualmente, envolve o forró, a kizomba, o zouk, o funaná, para além dos twists modernos batizados de tecnobrega e eletrobrega. É, hoje, uma das mais importantes exportações culturais do Brasil.

Um programa de Rogério Nuno Costa para o GTM – Gaia todo um mundo (Fórum Internacional de Gaia), com cenografia de Paulo Mendes e os extraordinários artistas: Telma João Santos, Ruído Vário (Ana Deus & Luca Argel), Meia de LeiteJordann SantosTales FreySillySeason (Ivo Saraiva e Silva), GenesPeter Castro, Miguel Pereira, Von Calhau!, BdjoyDJ Ninoo, La Lys, Rabbit Hole (João EstevensMafalda Miranda JacintoMariana Nobre Vieira e Robalo), Miss Drag Lisboa (Sylvia KoonzLOLA HerselfBabaya Samambaia e Nevada Popozuda), OdeteCatxibiDori NigroJoão AbreuOsso vaidosoDJ KoltGisela CasimiroCleo TavaresMariana Tengner Barros (com Pan.demi.CK), Chima Hiro, J-KHugo van der DingFado Bicha e Puto Anderson. Um agradecimento muito especial à Luisa Cativo e à Paula Nascimento.

De 11 a 21 de Setembro
De quarta a sábado, a partir das 22:30 e até às 02:00
Na Garagem do Auditório Municipal de Gaia